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Rio de Janeiro-RJ
Dá para visitar a pé o que há de melhor em termos de centros de arte no país. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com suas exposições de vanguarda, tem uma coleção permanente de numismática, livraria, reúne atores, apresenta artistas estrangeiros contemporâneos, é sede de eventos.
O Museu Nacional de Belas Artes, famoso pela pinacoteca, um museu-palácio à moda antiga. A Casa França-Brasil, notável pelas mostras itinerantes de escultura e de artes plásticas.
A Biblioteca Nacional. O roteiro pode ainda incluir locais clássicos para almoçar no centro, como o Rio Minho (onde o "high-light" é a peixada a Antonio Houaiss, com açafrão e alho) e a Casa Colombo (que ainda vive em clima de art nouveaux, modinhas e empadinhas).
Dá ainda para falar da Brasiliana de Paulo Geyer (quantas pinturas de Taunay!), do Museu Marítimo, da Ilha Fiscal.
No quesito Rio Antigo, o centro dá baile.
E, fora desse circuito, no Aterro, dá para listar lugares como o MAM, repleto de esculturas de artistas como Lygia Clark e até de Henry Moore, de pinturas contemporâneas - e cercado pelos canteiros de Burle Marx por todos os lados.
Gastronomia
Dos botecos antológicos, como Bracarense e Amarelinho, aos franceses elegantes, como o Saint Honoré, no topo do hotel Le Meridien, o Rio reúne alguns dos melhores restaurantes do país. Exemplos? Enotria, Arlechinno, Da Bambrini, Salse e Sughi, Garcia e Rodrigues, Satyricon, Guimas. Exemplos portugueses? Adegão Português, Adega do Valentim. Japonês? Tanaka-san. E se for Barra? O império dos rodízios, com locais como Barra Grill e o próprio Porcão. Alternativos? Sugiro o La Plancha, em pleno mercado de peixe, na Av. Ayrton Senna, 3000, que também fica na Barra. Ou o Tia Palmira, escondido no Caminho do Souza, depois de um dia na praia e de um banho de bica.
Cidade Verde
O passeio das Paineiras, a luxúria da Floresta da Tijuca, o fim de tarde na Prainha, o banho de mar na Barra. O Rio é natureza, é cachoeira, é Pão de Açúcar ao pôr-do-sol, é Vista Chinesa, é moça bonita na Barraca do Pepê. (Só dói quando eu Rio...). Um passeio de jipão até o alto da favela. Pedra da Gávea, asa delta, Jardim Botânico, o sítio de Burle Marx.
Cidade Chique
O Jockey Clube, os antiquários de Ipanema, a piscina do Copacabana Palace e sua história. De Lady Diana a James Sherwood, do filme de Carla Camurati ("Copacabana") aos playboys néo-pobres que viram guias de turismo, o Rio atiça o imaginário. "Flying Down to Rio" nem foi filmado aqui, mas recriou em Hollywood a aura carioca dos anos 50. E agora, 50 anos depois, o Rio é Bill Clinton passeando na calçada de Ipanema (deu no "Honolulu Advertiser") e comprando três biquinis. As lojas do Barra Shopping. Aquele passeio na praia de São Conrado.
Boemia
Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto. Bossa-nova. Mello e Méli. Chopinho na Academia, irreverência na ABL. Jaguar comendo bolinho num boteco para escrever sua crítica impagável sobre bares, a "Em Busca Incansável do Prazer". Os mineiros que adotaram a cidade, de Otto Lara a Paulo Mendes Campos, Ziraldo, Carlos Drummond de Andrade. O Carnaval, o Sambódromo e as curvas líricas de Oscar Niemeyer, que Le Corbusier dizia ter "as montanhas do Rio nos olhos".
Cidade até debaixo d`água
Todo mundo sempre lembra da piscina do Copacabana Palace. Mas no Inter-Continental, o bar fica dentro da água - e dá para nadar até a sua caipirinha de lima-da-pérsia. Já no Sheraton, onde a piscina também é de perder o fôlego, a onda é jogar tênis vendo o mar. Ali, aliás, mar rima com bar, na Casa da Cachaça. E no alto do novo Rio Marriott? A piscina é pequena, mas o terraço revela aquelas tais montanhas que inspiraram Niemeyer, poeta da arquitetura, carioca incorrigível que levou o "goal keeper" do Flamengo para o Planalto Central quando Brasília era miragem e JK tinha pressa. No Sofitel, o forte é a vista do Forte, da colônia teimosa dos pescadores, daqueles velhinhos que vivem jogando dominó. É ali que Copacabana quase vira Ipanema.
Rio Ecumênica
Os azulejos portugueses do outeiro da Glória, a feirinha de antiguidades ao lado do Albamar, num sábado de manhã. Passear no Rio é a própria glória. Ah, tem as antiguidades do Hotel Glória, com suas piscinas onde dá para nadar de noite! Quem viver, verão.
Fontes: Embratur.
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