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Praia de Fortaleza


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História de Fortaleza-CE
Capital do Estado do Ceará, Fortaleza é uma linda Cidade da Região Nordeste.

Redação
História

   Toda essa história começou há 275 anos, quando a cidade surgiu ao redor do Forte de Nossa Senhora da Assunção, construído pelos portugueses. Ao redor do forte, surgiu um povoado, que deu origem à quinta maior cidade brasileira, com uma população de 2.1 milhões de habitantes.

   A orla da cidade é marcada por um mar de águas mornas e praias urbanizadas, que oferecem todo conforto ao turista. A paisagem é cortada pelas jangadas, pequenas e rústicas embarcações usadas pelos pescadores cearenses. Das jangadas vêm os frutos do mar, responsáveis pelo melhor da culinária cearense.

   A Praia do Futuro é o ponto de encontro dos banhistas, concentrando grande número de restaurantes típicos, em cujas construções é utilizada a palha de carnaúba, popularmente chamados de "barracas de praia". Às quintas-feiras, a praia transforma-se no principal pólo de animação na noite da capital, com shows de música ao vivo, forró e muito caranguejo. A existência de ventos fortes garante à Praia do Futuro um lugar de destaque na realização de esportes náuticos. Fortaleza sedia competições mundiais de surf e windsurf.

   A poucos quilômetros da cidade ficam praias conhecidas como Prainha, Iguape e Porto das Dunas. Nesta última estão instalados dois grandes parques aquáticos.

   Para quem quer comprar, Fortaleza também é um paraíso. O artesanato pode ser encontrado nos mercados locais. Roupas, sapatos, bolsas e biquínis, feitos pelas hábeis mãos do cearense, são vendidos na Rua Monsenhor Tabosa, um imenso shopping a céu aberto. No centro da cidade, o turista encontra museus, praças históricas e o Theatro José de Alencar, considerado um dos mais bonitos do País.

Litoral

   Um dos aspectos mais interessantes é a regularidade costeira, quebrada apenas por tranqüilas enseadas e pelas estreitas fozes dos rios. Na beira-mar, a faixa de terra se alterna com dunas e falésias altas e íngremes. Neste cenário paradisíaco, surgem praias como a de Jericoacoara, Morro Branco, Canoa Quebrada e Mundaú, algumas delas abrigando ainda colônias de pescadores. A maioria, porém, já dispõe de infra-estrutura turística, como hotéis, pousadas, restaurantes, parques temáticos e vias de acesso asfaltadas, como as Rotas do Sol Nascente e Sol Poente, que ligam Fortaleza às praias da região leste e oeste, respectivamente.

   Em todo o litoral é marcante a presença de jangadas, pequenas embarcações rústicas muito utilizadas pelos pescadores.

Gastronomia

   A culinária cearense é uma mistura saborosa da cozinha portuguesa, que prioriza o peixe, com a alimentação indígena e o tempero de origem africana.

   A gastronomia baseia-se, fundamentalmente, na pesca, na pecuária e em algumas culturas agrícolas.

   Da pesca sobrevêm a lagosta, as inúmeras variedades de peixes, o camarão, o caranguejo e pratos como a peixada, o camarão ensopado a alho e óleo, o caranguejo cozido, as patinhas à milanesa e a casquinha de caranguejo, dentre outros. Da produção agrícola destacam-se a macaxeira, a batata-doce, o côco e o milho, responsáveis pelos bolos, cuscuz, mungunzá, canjica, pamonha e pé-de-moleque. O feijão e o arroz oferecem um dos pratos mais típicos da região: o baião-de-dois com manteiga e queijo de coalho. Da cana-de-açúcar produzida no Estado é extraído o caldo, a popular rapadura e a cachaça, bebida que tem no Ceará um dos maiores produtores e consumidores do Brasil.

Folclore

   O folclore é outra grande atração do Ceará. Através das danças e folguedos populares o povo cearense expressa tradições e costumes, seja do litoral ou sertão. São manifestações espontâneas, que tiveram origem da fusão cultural do branco, do negro e do índio que aqui habitaram. Dentre as principais, destacam-se:

 Bumba-meu-Boi ou Boi-Ceará
   Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas. No Cariri, é acompanhado por banda cabaçal.

 Maneiro Pau
   Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

 Maracatu
   De origem africana, consiste de um desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada - a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Artesanato

   Fruto da mais genuína manifestação popular, o artesanato ainda guarda características de seus primeiros artesãos, os índios que habitavam o território cearense no período pré-colonial. De lá para cá as técnicas foram passadas de pai para filho.

   Segundo os especialistas, deve-se aos padres jesuítas a primeira fixação de técnicas artesanais e sua transmissão para as gerações posteriores, através do processo regular de ensino. O colonizador europeu também participou deste processo, introduzindo a arte de trabalhar com o couro.

   A criatividade e a simplicidade do artesão cearense também podem ser vistas em trabalhos em renda de bilro, labirintos, madeira e barro. Em comum, os trabalhos guardam uma beleza que ultrapassa o tempo.

Arquitetura Histórica

   A arquitetura antiga do Ceará procede do século XIX, quando já se encerrava o ciclo barroco.

   Evidencia, além de raros elementos dessa fase, um caráter popular, utilitário e ecológico, reduzida ao essencial, condicionada às poucas disponibilidades financeiras e sempre erguida com o emprego de técnicas imprevistas e materiais de construção locais, como a carnaúba, a pedra solta nos muros dos currais, o entaipamento sobre cercas de faxina, o couro nas dobradiças e nas amarrações das madeiras, o tijolo branco de diatomita, achatado, antitérmico. Esse é o comovente testemunho material que se encontrará no litoral, nos vales ou nos sertões, nas casa de fazenda, nos engenhos de rapadura, nas velhas casas de câmara e cadeia, nas pequenas capelas rurais, nas igrejas, nos mercados, nos sobrados urbanos. As novas técnicas e algum material importado só foram surgir, em Fortaleza, ao se encerrar o século XIX, definida a hegemonia da capital sobre os demais Centros regionais.

   Fontes: Secretaria de Turismo do Ceará - Embratur.
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